20/08/2015

coisa de raimunda

mundo mundo vasto mundo
mais vasto é o meu coração

cobre a terra, avança o mar
desbrava o sertão

se a rima eu não domino
sangue não me falta

no amor chovo fino
e é aí qu'eu me desgarro

07/03/2015

eu quero sair!

esse corpo, esse corpo que não diz chega! esse corpo que aguenta a guerra, o tempo e o amor. esse corpo que dói. e como é boa a dor. a pele que me falta, tampa da erupção cutânea que leva ao centro do ser. o sangue escorrente lava de vulcão. o sangue me lembra que estou viva, a dor me lembra que estou viva. esses músculos que não param, não param de se mexer! deus, como eu queria a paz do que é parado! esses músculos me lembram que estou viva. tudo grita, a vida grita e por baixo dessa carapaça de carne eu me debato, amarrada por mim mesma, esperneio arfando fugir. só arrebentando o tecido eu consigo sair. eu quero sair, eu preciso sair! a lágrima já não basta, as palavras já não bastam. esse corpo já não basta. eu preciso de todos, de tudo o tempo todo e agora!

09/01/2015

exit, please!

choro seco por dentro. a lágrima hoje já salta fria do olho. como eu fui deixar você entrar tão longe assim dentro de mim? quantos anos mais até você encontrar a porta da saída?

saudade pouca é bobagem

hoje eu extrapolei minha cota de dois anos

27/11/2014

14/11/2014

21/10/2014

novos inquilinos

eita, manoel! você vai se pousar ali, entre hilda e mário, perto de carlos e clarice, bem ali, naquele canto ali do meu coração, e vão assistir minha vida, em prosa e canção.