coração parado não move poesia
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07/02/2022
20/08/2015
coisa de raimunda
mundo mundo vasto mundo
mais vasto é o meu coração
cobre a terra, avança o mar
desbrava o sertão
se a rima eu não domino
sangue não me falta
no amor chovo fino
e é aí qu'eu me desgarro
mais vasto é o meu coração
cobre a terra, avança o mar
desbrava o sertão
se a rima eu não domino
sangue não me falta
no amor chovo fino
e é aí qu'eu me desgarro
09/01/2015
exit, please!
choro seco por dentro. a lágrima hoje já salta fria do olho. como eu fui deixar você entrar tão longe assim dentro de mim? quantos anos mais até você encontrar a porta da saída?
27/11/2014
amor! amor! amor!
amor! amor! amor!
se tu não me dás
bom dia, minha flor!
é como se o sol não nascesse!
19/09/2014
o tempo passa? não passa
o tempo passa? não passa. e se amanhã ainda for cedo para dizer eu te amo, mandarei trazer carlos do além para nos lembrar que sempre é tempo de amar, e que o tempo é nosso. façamos o tempo, revoada, folha no vento! é possível amar as pedras, mas sozinho, porque das pedras só vem silêncio. amor simples do dia a dia brota da terra sem pingo d'água ou fio de sol. está lá, sempre esteve, esperando o tempo de nascer. é coração redescobrindo infância verde e viva.
o tempo passa? não passa. à meia noite te chamarei de amor. e num domingo preguiçoso seguro a página do seu livro para que você possa me fazer um cafuné enquanto lê. vou dormir ao som do papel no dedo, o movimento do teu sopro embalando meus sonhos.
07/08/2014
estou esperando você entrar por aquela porta
desejo, desejo
cada vez mais, desejo a boca,
o contorno da tua boca,
tão fino...
a forma do teu corpo,
pele e pelo tocando a ponta do dedo
desejo, desejo
cada vez mais, teu segredo,
teu mistério,
o silêncio da tua história
tua experiência em amar
teu riso
meu riso no teu riso
cada vez mais, tua ironia,
tua verdade
ah... se o tempo nos tivesse posto antes
o que seria de nós?
e agora, tanto desencontro depois
o que será de mim?
15/04/2014
feitiço para conceber fantasmas, ou poema para a lua
em noite de lua sangrenta,
sobre terra fértil e molhada ainda da chuva,
pousa teus pés descalços
ouve o som que o vento leva
que o silêncio é a voz da saudade
em noite de lua sangrenta,
com a unha do gato, negro como o céu
sob o qual te escondes,
fura o dedo
e derrama teu coração
quente, vermelho, e vivo
como foi o amor um dia
em noite de lua sangrenta,
com voz de cigana,
canta o nome
três vezes,
que do recôndito mais oculto da carne
ele ressurgirá.
18/02/2014
das declarações
ah menina...
tens o cheiro fresco de flor
e a pele molhada de lua
olhos cor de vento
e ondas de mar nos cabelos
ah menina...
se tu soubesses do amor...
tens o cheiro fresco de flor
e a pele molhada de lua
olhos cor de vento
e ondas de mar nos cabelos
ah menina...
se tu soubesses do amor...
30/01/2014
não se preocupe, eu dou um jeito
meu caro senhor,
se te assusto, respira. não penses que meu amor é para sempre. edifico, é verdade. podes ocupar o mais alto arranha céu do meu coração. mas também sei demolir. um dia, a luz na janela me dirá: - é hora.
e com a ponta dos dedos retirarei apenas um bloquinho: aquele único vermelho que te sustenta.
23/01/2014
07/01/2014
das mil cartas de amor do tempo
meu caro senhor,
a certeza dentro de mim é tão grande que nem toda turbulência do mundo me dirá que estou errada. os abutres contornando o céu prenunciam tempestade. sim, a que nós criamos e que agora nos consome. a que eu criei e que agora me consome. talvez seja isso afinal. eu não vi o raio que nos, que me partiu. todo dia eu penso nas mil cartas de amor que te escreveria, que te escrevo diariamente. toda noite eu durmo esperando raiar o dia em que não te verei mais nos meus sonhos.
todo dia é dia do teu nome, é dia do teu rosto. te dedico cada hora, cada minuto, e se por um acaso me deslembro, é o tempo que você precisa para ser mais um pouco dentro de mim.
mas algumas musicas me desenterram de você, te desenterram de mim. me vejo cravando os dedos no coração, enchendo as unhas de terra e te puxando lá de dentro, rasgando pele, me salvando. e é durante essas notas que eu retomo meus minutos, minhas horas, minha memória, uma a uma, gota a gota.
e ainda que cada linha, cada corda arrebentada, cada letra molhada, sejam para você, e serão até eu esquecer, eu sei que é o tempo quem conta as histórias. então sento na pedra, os pés dentro d'água, e espero o vento levar sua sombra. eu sei que o sol já não queima, então sento na pedra, os pés dentro d'água, e espero o vento levar sua sombra.
19/11/2013
06/09/2013
é setembro
você me ensinou a dizer eu te amo para me dizer adeus
mas os ipês continuarão florescendo e o meu coração batendo
as pedras, as nuvens, os pássaros, o vento e a água
tudo continua sem você.
as horas virarão dias e os dias virarão noites
e assim o tempo e eu.
você me ensinou a dizer eu te amo para me dizer adeus
mas adeus só se diz uma vez, e o amor, agora que é meu,
eu direi para sempre.
eu direi para sempre.
13/06/2013
sim, nós venceremos o tempo
sim, nós venceremos o tempo. como duas nuvens que se encontram, entre raios e trovões, anunciando tempestade.
24/05/2013
pelo que você volta para casa?
meu caro,
domingo vou nascer com o dia. explodirei no céu, pois os fantasmas estão chegando. que sejam bem vindos! que venham, e tragam a catástrofe e a cura. por dentro tudo ainda parece o mesmo, mas a boca do oceano me diz que não. é natural ter medo, será meu último dia como criança, meu único momento sozinha. como é estranha a inocência... mas eu sei que mesmo com as mãos trêmulas... olhe o ar e veja que o tempo pára. que venham, e me deixem entrar. e depois de viver mágicas horas, a lua já baixa, sobreviverei a boa morte. só então, expirarei o primeiro sopro depois do coma.
domingo vou nascer com o dia. explodirei no céu, pois os fantasmas estão chegando. que sejam bem vindos! que venham, e tragam a catástrofe e a cura. por dentro tudo ainda parece o mesmo, mas a boca do oceano me diz que não. é natural ter medo, será meu último dia como criança, meu único momento sozinha. como é estranha a inocência... mas eu sei que mesmo com as mãos trêmulas... olhe o ar e veja que o tempo pára. que venham, e me deixem entrar. e depois de viver mágicas horas, a lua já baixa, sobreviverei a boa morte. só então, expirarei o primeiro sopro depois do coma.
cuide-se, cuide-se, cuide-se. lembre-se de mim como um momento no seu dia. me mande um postal para que eu sinta a sua mão na minha, para que eu sinta saudade de repente
15/04/2013
do processo
primeiro eu me encanto pela beleza, depois eu me apaixono pela história de amor que eu não vou viver.
11/04/2013
25/02/2013
das tintas que mancham
a noite chorou de saudade, molhando a rua e transformando o vidro da janela num céu cheio de estrelas. escrevi meu amor na palma da mão que era pra guardar na pele.
20/02/2013
ainda me mata de saudade
sim, cada vez mais distante. cada vez mais sem cheiro, sem voz, sem rosto. vou te encontrando pelas esquinas, mas são os outros. vão roubando tua beleza, mascarando-se na ilusão feliz e cheia de medo de te ser. o vidro era feito de céu e o sol era a tua pele que me aquecia. é quando
eu volto pra casa, quando tudo é fantasma, que eu lembro de você.
07/02/2013
o tempo e a morte eram apenas mais uma história no caderno
a nuvem era um fio de luz, um raio cortando o céu da manhã. o amor era um beijo no rosto, e a beleza era para sempre
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