tirei o monstro da gruta e o soltei nos campos do coração. a maçã não basta, eu preciso da carne, do sangue. eu preciso sentir o gosto do couro rasgado. essa coisa de máscara... de beleza intransponível, intacta, sóbria, quase aristocrática, e que não esconde o buraco do olho. quando a lágrima quer falar, devassa caminho, não há quem, nem onde. fazer das tripas coração. eu sei que é o contrário. o outro é sempre vazio e silêncio, é sempre pipoca no dente. mas agora o sonho é de vidro. coisa de fogo e areia. porque a maçã não basta. isso é coisa de tempo. isso é coisa de tempo.
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16/11/2012
02/09/2012
mes amours imaginaires
de amores vazios o poeta está cheio. por isso tantas palavras... sentimento mesmo é matéria, está na carne. e a carne não se escreve. a carne só sabe o que é dela: cheiro, luz, gosto, som e dor. enquanto o tempo me ensina a esperar, vou reescrevendo minha história de amor com a estátua. por isso todo dia eu aprendo o que é silêncio, o que é dente, pipoca e nuvem. depois esqueço.
28/08/2012
quando o dente não é pipoca
a pele que arranco é a pele que me falta. quanto mais eu dentro do mundo, mais mundo dentro de mim. alhear...
mas como? se é o dentro fora que me revela
mas como? se é o dentro fora que me revela
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